quinta-feira, novembro 08, 2007

o viço e o vinco

O velho pensava ser uma criança. Daquelas ainda muito bonitas e agradáveis à maioria das gentes. Tudo contribuía para seus delírios, a arcada sem dentes ,ou a boca banguela , a cabeça com o mínimo de cabelos e rareada de idéias, o olhar brilhante para o nada, como se aquilo fosse apenas um princípio, visão fraca com pouca serventia, as pernas vacilantes à espera do tempo das caminhas que se foram, os intestinos cambaleantes, incapazes de segurar sua merda na barriga, as mãos sem firmeza alguma, trementes por inteiro. Ajuda para tudo precisava, andar ,comer, cagar, dormir, ver, viver, sempre alguém tinha que estar lá. O velho se sentia uma criança, mas na verdade ele não sabe.

terça-feira, setembro 12, 2006

Assim é.
Enquanto tentava, em vão, folgar o nó, quando a respiração lhe custava muito, pensou que aquela não foi uma idéia assim tão boa.